sexta-feira, 22 de junho de 2012

Tecido Conjuntivo


Tecidos conjuntivos: responsáveis pela manutenção e estabelecimento da forma do corpo. Constituem o tecido conjuntivo as células, as fibras e a substancia fundamental, que é a porção mais abundante.
Matriz extracelular: sua constituição varia muito, e é uma combinação da substancia fundamental (glicosaminoglicanos, proteoglicanos, glicoproteínas multiadesivas) e das fibras (colágenas, elásticas, reticulares). Tem função de reserva de substancias como hormônios, meio de trocas iônicas para manutenção da homeostase.
Tipos de células:
·         Fibroblastos: produção de fibras
·         Plasmocito: produção de anticorpos
·         Linfócito: produção de células imunocompetentes
·         Eosinófilo: reações imunologicas
·         Neutrófilo: fagocitose
·         Macrófago: fagocitose
·         Mastócitos: defesa em reações alergicas
·         Basófilos: defesa em reações alérgicas
·         Adipócitos: reserva energética



Tipos de tecido conjuntivo:
·         Propriamento dito: frouxo e denso
- Frouxo: suporta células com pouco atrito e pressão
- Denso: fornecem resistência e proteção, predominância de fibras colágenas. Menos flexível e mais resistente a pressão que o frouxo. Pode ser denso não-modelado, quando as fibras não seguem uma direção definida (encontrado na derme), e denso modelado quando as mesma apresentam um plano de direção (tendões).
·         Elástico: predominância de fibras elásticas, tem uma cor amarela típica, e grande elasticidade. Presente no ligamento suspensor do pênis.
·         Reticular: muito delicado, serve de suporte para células de alguns órgãos, como medula espinal, linfonodos e baço.
·         Mucoso: consistência gelatinosa, predominância de ácido hialurônico e poucas fibras. Presente no cordão umbilical

Tecido Epitelial


A partir de agora começa a parte de histologia do blog. Existem quatro tipos básicos de tecido: epitelial, conjutivo, muscular e nervoso.
O tecido epitelial é composto por células poliédricas justapostas com pouca substancia intercelular e que se mantem unidas por conta das chamadas junções intercelulares. Tem a função de revestimento de superfícies, absorção de moléculas, secreção, percepção de estímulos.
Possuem uma lamina basal de tecido conjuntivo, que possui em sua composição fibras colágenas tipo IV, laminina e entactina, e proteoglicanas. Possui a funções estruturais, de filtração de moléculas.
As junções intercelulares tem 3 funções, adesão. Impermeabilidade e comunicação. Para adesão, temos as zônulas de adesão, hemidesmossomos e desmossomos. Impermeabilidade temos as zônulas de oclusão, e as de comunição temos as junções do tipo “GAP”.



·         Especializações de membrana: microvilosidades, estereocílios, cílios e flagelos



Tipos de epitélio:
Epitelio de revestimento: cobrem a superfície externa o revestem cavidades do corpo.
Quanto ao numero de camadas de células:
·         Epitélio simples: uma camada de células
·         Epitélio estratificado: mais de uma camada
·         Epitélio pseudo-estratificado: uma camada, com os núcleos aparentando estar em mais camadas.
O epitélio simples pode ser:
·         Pavimentoso: endotélio, mesotélio
·         Cúbico: reveste o ovário externamente
·         Prismático: revestimento do intestino delgado
O epitélio estratificado pode ser: (conforme sua primeira camada de células)
·         Pavimentoso: Queratinizado: pele
Não queratinizado: cavidades úmidas
·         Cubico: glândulas sudoriparas
·         Prismático: conjuntiva ocular
·         Transição: bexiga urinaria
O epitélio pseudo-estratificado pode ser:
·         Prismático ciliado: reveste as passagens respiratórias



Epitélio glandular: células especializadas em secreção
Quanto à quantidade de células:
·         Unicelular: caliciforme
·         Multicelular: mamaria
Quanto ao local da secreção:
·         Endócrina: libera a secreção na corrente sanguínea
·         Exócrina: libera a secreção para fora do corpo
As glândula exócrinas podem ser tubulosa (simples, simples ramificada, simples enovelada, composta) ou acinosa (simples ramificada, composta, túbulo-acinosa composta) ou tubulosa composta.



Folhetos embrionarios

Após a fecundação, o zigoto passa por inúmeras divisões e diferenciações que são agrupadas em 4 fases:
Mórula: primeira fase, apresenta forma de amora, células não estão especializadas e são as chamadas células tronco. É durante a mórula que se determina a formação de gêmeos univitelinos, que possuem o mesmo dna e o mesmo fenótipo, apenas se diferenciam pelas impressões digitais e a íris dos olhos. Suas células são chamadas de blastômeros.



Blastula: as células do zigoto migram para a periferia, formando uma cavidade interna chamada de blastocele. As células continuam se dividindo, porem estão diminuído seu tamanho o que faz com que o zigoto permaneça com o mesmo tamanho ate o fim da blastulação. Ainda são pouco especializadas.


Gastrula: as células da periferia se invaginam e delimitam 3 unidades dentro do zigoto. As celulas externas são chamadas de ectoderme, as internas endoderme e as intermédias mesoderme. A cavidade delimitada pela endoderme chama-se arquêntero, e o poro formado pela invaginação chama-se blastóporo, e ele indicara a formação da boca ou do ânus. Se formar a boca, o animal é considerado protostômio, se formar o ânus, é chamado deuterostômio. São deuterostômios os cordados e equinodermos, e protostômios os demais. A partir dessa etapa as células começam a aumentar o seu volume.

Neurulação: a ectoderme se invagina e forma o tubo neural. Os casos de anencefalia ocorrem quando existe algum erro na formação do tubo neural. A mesoderme também se invagina e forma o celoma em animais celomados. 

Cada um dos folhetos dará origem a partes distintas no corpo do animal. 
Ectoderme: Sistema Nervoso Central (SNC); Sistema Nervoso Periférico (SNP); epiderme e seus apêndices (pêlos e unhas), glândulas mamárias e subcutâneas; hipófise, meninges.
Mesoderma: tecido conjuntivo; cartilagem, ossos, músculo estriado e liso; coração; sangue, vasos e células linfáticas; rins; ovários; testículos e membranas de revestimento das cavidades corporais (pleuras, pericárdio..)
Endoderma: Tubo digestivo, glândulas anexas, fígado e pâncreas. Todas as mucosas exceto a mucosa oral e anal.

Abaixo  vemos uma imagem muito explicativa sobre a formação dos folhetos:


E para completar, uma animação bastante ilustrativa:



Divisão celular

A divisão celular pode ocorrer de duas maneiras:  mitose, onde uma célula-mãe se divide formando 2 células filhas, ambas com o mesmo material genético, importante para a regeneração de tecidos, crescimento, etc; ou meiose, na qual a célula-mãe se divide em 4 células filhas cada uma com a metade do material genético da célula progenitora, como ocorre na formação de gametas. A seguir será detalhado cada um desses processos:

Mitose: ocorre em 4 etapas:
1.    Prófase:
1.1. condensação da cromatina que esta duplicada;
1.2. lise do envoltório nuclear;
1.3. centriolos que já estão duplicados migram, cada par para um polo
2.    metáfase:
2.1.  migração dos cromossomos homólogos para o plano equatorial da célula, formando uma faixa na qual estão aderidos os microtúbulos, mais precisamente nas proteínas do cinetócoro.
3.    Anáfase:
3.1. Os cromossomos homólogos se separam atraves de um sistema de despolarização dos microtubulos.
4.    Telófase:
4.1. Reconstrução do envoltório nuclear
4.2. Cromossomos menos condensados
4.3. Reaparecimento da cromatina.



Meiose: ocorre em 8 etapas, divididos em meiose I e meiose II:
1.    Meiose I:
1.1. Prófase I: cromossomos duplicados, degeneração do envoltório nuclear. Possui 5 divisóes:
1.1.1.   Leptóteno
1.1.2.   Zigóteno
1.1.3.   Paquíteno
1.1.4.   Diplóteno: etapa mais importante na qual acontexe o crossing over, a troca de material genético através da formação de quiasmas.
1.1.5.   Diacinese
1.2. Metáfase I: grau máximo de condensação, cromossomos homólogos lado a lado no equador da célula.
1.3. Anáfase I: despolarização das fibras de microtúbulos, deslocamento dos cromossomos para os polos da célula.
1.4. Telófase: reorganização do envoltório nuclear, desespiralização dos cromossomos.
2.    Meiose II: semelhante à mitose comum, difere na anáfase, onde ocorre a separação das cromátides-irmãs e não dos cromossomos homólogos.


Gametogênese

São processos diferentes no macho e na fêmea, mas com o mesmo intuito: gerar células especializadas para a reprodução e apenas com metade do material genético do ser que o originou, através de meiose.

Oogênese: ocorre no interior do ovário, onde existem células germinativas primordiais das quais se originam as oôgonias, primeiras células da linhagem gametôgenica feminina. A partir de então ocorre uma divisão por mitose, formando os oócitos I, e então inicia-se uma meiose, para a formação do oócito II, porem a divisão estaciona na prófase I da meiose I, iniciando um período chamado de dictióteno, que ira durar até a puberdade da fêmea, na qual um oócito de cada vez completará a meiose I e será liberada do útero, pronto para ser fecundada e já com metade do material genético. No caso de haver a fecundação, a celula completa a divisão (meiose II) e será chamada então de óvulo. No caso de não haver, o oócito II é eliminado juntamente com o endométrio que estava espesso para uma possível nidação, é a chamada menstruação.


Espermatogênese: ocorre no interior do testículo. Das células germinativas primordiais, originam-se as espermatogônias que são células diploides, que se dividem mitoticamente para formar os espermatócitos I. estes, por sua vez, dividem se por meiose (reducional) e formam os espermatócitos II, estes já haploides. Depois disso ocorre a meiose equacional, formando as espermátides, que irão se transformar e originar os espermatozóides. Esta divisão ocorre durante quase toda a vida do animal, ao contrario do que ocorre na fêmea, que ao nascer já apresenta todas os gametas primordiais que terá durante toda a vida.

Abaixo temos imagem do que acontece na transformação da espermátide em espermatozóide:
E na próxima imagem, como são o espermatozoide e o óvulo ja formados:

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Diferenciação celular/ Células-tronco


A diferenciação celular é uma etapa muito importante durante o desenvolvimento de um zigoto. Ela acontece na mórula, o primeiro estágio da divisão após a fecundação, na qual o zigoto tem a aparência de amora devido as varias divisões mitóticas sucessivas. O zigoto mantem o seu volume inicial, porem com aumento no numero de células. Abaixo vemos uma imagem que exemplifica a quantidade de células que uma única célula desse região pode se diferenciar.



As células nesse período podem ser coletadas e utilizadas terapeuticamente em doenças como diabetes melittus, doenças neurodegenerativas, AVCs, e traumas na medula espinhal, devido a sua capacidade de diferenciação. São as chamadas células tronco. Existem ainda muitas discrepâncias no que diz respeito a essa técnica, principalmente de cunho religioso, que impedem o maior desenvolvimento e disseminação da mesma pelo mundo. Abaixo temos uma lista das legislações de alguns países em relação as células tronco:

    • África do Sul - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica. É o único país africano com legislação a respeito.
    • Alemanha - permite a pesquisa com linhagens de células-tronco existentes e sua importação, mas proíbe a destruição de embriões.
    • Brasil - permite a utilização de células-tronco produzidas a partir de embriões humanos para fins de pesquisa e terapia, desde que sejam embriões inviáveis ou estejam congelados há mais de três anos. Em todos os casos, é necessário o consentimento dos pais. A comercialização do material biológico é crime. Em 29 de maio de 2008 o Supremo Tribunal Federal confirmou que a lei em questão é constitucional, ratificando assim o posicionamento normativo dessa nação.
    • China - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica.
    • Coreia do Sul - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica
    • Estados Unidos - proíbe a aplicação de verbas do governo federal a qualquer pesquisa envolvendo embriões humanos (a exceção é feita para 19 linhagens de células-tronco derivadas antes da aprovação da lei norte-americana). Mas estados como a Califórnia permitem e patrocinam esse tipo de pesquisa (inclusive a clonagem terapêutica).
    • França - não tem legislação específica, mas permite a pesquisa com linhagens existentes de células-tronco embrionárias e com embriões de descarte.
    • Índia - proíbe a clonagem terapêutica, mas permite as outras pesquisas.
    • Israel - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica.
    • Itália - proíbe totalmente qualquer tipo de pesquisa com células-tronco embrionárias humanas e sua importação.
    • Japão - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica.
    • Reino Unido - tem uma das legislações mais liberais do mundo e permite a clonagem terapêutica.
    • Rússia - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica.
    • Singapura - permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica.
    • Turquia - permite pesquisas e uso de embriões de descarte, porem proíbe a clonagem terapêutica das células tronco.

      A religião normalmente se mostra contra essa técnica devido ao modo como essas células são obtidas, pois é necessário que se fecunde um óvulo que será descartado após o procedimento. Isso é considerado um “assassinato” pela igreja, que diz que a vida existe desde o momento da fecundação. Os cientistas discordam e argumentam que a vida começa a existir apenas após a neurulação, que é a ultima fase do desenvolvimento embrionário onde surge o sistema nervoso do embrião.

      Abaixo temos uma imagem do desenvolvimento embrionário de diversas espécies do reino animal. Importante ressaltar que no inicio todos os zigotos são semelhantes, se diferenciando no decorrer do tempo. 



      Obrigada! 

      Referencias:
      http://biologiabio.blogspot.com.br/2008/11/reproduo-continuidade-da-vida-as-formas.html
      http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lula-tronco
      http://www.sobiologia.com.br/conteudos/embriologia/reproducao7.php